“Teatro com ritmo de cinema!”
_Macksen Luiz – Jornal do Brasil
“Articulação de sensibilidades a ser celebrada!”
_Ava Chatoele – Le Petit Courrier
“Daquelas peças que se leva para casa; artigo de coleção!”
_Luciana Garcia – Caderno Teatral
“Composição escultórica!”
_ Dinah Cesare – Questão de Crítica
OS INOCENTES
Com texto dos autores Rodrigo Nogueira (indicado aos últimos prêmios Shell e APTR por “Play”) e Julia Spadaccini, com supervisão artística de Fernando Eiras (prêmios Shell e APTR de melhor ator por “In on It”) e direção de César Augusto (fundador da Cia dos Atores) e Fernanda Félix, o Brecha Coletivo apresenta “Os Inocentes”.
Resultado de intercâmbio iniciado em 2008 na sede da Cia dos Atores, o espetáculo tem como ponto de partida o livro “The Holly Innocents”, de Gilbert Adair, que em 2003 transformou-se em roteiro cinematográfico sob direção de Bernardo Bertolucci em “Os Sonhadores” – longa indicado ao Goya de melhor filme europeu e uma das maiores bilheterias daquele ano.
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> A SINOPSE
O espetáculo se dá em tempo e local suspensos, mas não se espante se ao vê-lo, Paris e o ano de 1968 vierem à sua cabeça. Entre “Os Inocentes”, o livro de Gilbert Adair e o filme de Bertolucci, há muita coisa em comum: as três obras evocam os tumultuados cenários políticos do maio francês como pano de fundo para a história de três jovens que têm em comum a paixão por cinema. Em uma verdadeira homenagem à sétima arte (incluindo referências que deliciam os cinéfilos de plantão) o triângulo vivido no espetáculo por Lisa Fávero, Michel Blois e Patrick Sampaio cria suas próprias regras, vive experiências com suas emoções e sexualidade, e se arrisca em jogos psicológicos cada vez mais perigosos e cinematográficos.
> A ESTRÉIA
“Os Inocentes” estreou no dia 02 de julho de 2010 no Espaço SESC, em Copacabana, Rio de Janeiro, onde cumpriu temporada de sexta a domingo em horário nobre por um mês. Neste curto período obteve lotação de 100% das apresentações, realizou 2 sessões extras, foi assistido por quase 1.000 espectadores e tem sido considerado pela crítica um dos destaques teatrais do ano.
Após a celebrada estréia, à convite da ocupação CAMBIO, o espetáculo repete a boa performance e lota mais de 80% das apresentações de sua 2ª temporada, com duração de um mês no novo Teatro Gláucio Gill, em Copacabana.
A repercussão rende ainda convite de Marco Nanini para a apresentação de 3 sessões do espetáculo em seu espaço, o GALPÃO GAMBOA, sugerindo uma espécie de encerramento comemorativo do primeiro ciclo de apresentações da peça na cidade. Aumentando o número de presentes à cada sessão, a peça chega ao seu terceiro e último dia – um inesquecível domingo chuvoso – lotando o galpão da zona portuária.
> REPERCUSSÃO
Com um investimento inicial de R$ 75.000 (setenta e cinco mil reais) – recursos do Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz e do SESC Rio – o projeto acumula até o momento um retorno avaliado em mais de R$ 417.000 (quatrocentos e dezessete mil reais) em mídia espontânea, tendo sido pauta recorrente dos principais veículos de comunicação do país.
> MAIS SOBRE A MONTAGEM
Em “Os Inocentes” o Brecha Coletivo reúne criadores que o atravessam e se misturam ao seu corpo de integrantes. Fernando Eiras é a inspiração que instiga os primeiros passos. César Augusto e a Cia dos Atores são a referência estética, e fortalecem no grupo a cultura de treinamento injetada anos antes por Daniela Visco. Fernanda Félix, Michel Blois e o coletivo Pequena Orquestra são a afinidade na vivência mútua dos “viewpoints” e das diversas residências artísticas e pesquisas compartilhadas. Rodrigo Nogueira e Julia Spadaccini são a fusão entre nossos corpos e os caracteres digitados. Domingos Alcantara é o minimalismo que baliza nossa prática agora, e Tomás Ribas, as incríveis traquitanas luminosas – colaboradores de longa data dos presentes neste projeto.
O manancial afetivo dos contextos revolucionários – matéria-prima para esta montagem – atravessa em muitos aspectos a vivência artística de um coletivo. Toda ação colaborativa, enquanto agenciamento de múltiplas individualidades, é um modo de resistência, já que a definição de coletivo que nos interessa afirmar não quer conter a diferença. O coletivo proposto aqui é a união de muitos que não pretendem que se forme o uno, o identitário. É a articulação plural, e não o homogêneo pasteurizado, a representatividade totalizante e redutora das singularidades. Atuar coletivamente revela-se então como posicionamento político, como exercício de uma sociabilidade que se deseja complexa e que conserva na polifonia sua potência.
Em todo caso, a palavra “resistir” teria ainda alguma força ou o mesmo sentido que costumávamos atribuir a ela? Se há algumas décadas a resistência obedecia a uma lógica de oposição direta, o resistir contemporâneo pede por re-invenção. Há mesmo a necessidade de tomada de consciência coletiva? A rebelião precisa mesmo ser convergente ou uniforme para questionar os espaços do comum e se difundir? Nós acreditamos que não.
Talvez, e apenas talvez, interesse menos combater “algo”, do que afirmar um “outro algo”.
BRECHA COLETIVO

