brecha blog


“Slow Yourself Down!” no Youtube
Dezembro 2, 2009, 12:47 am
Arquivado em: [cri]ações, flashmobing

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O 1º mob do projeto “Flashmobing“, “Slow Yourself Down!” (Desacelere!), aconteceu em novembro de 2009 na Av. Rio Branco, no centro do Rio de Janeiro, envolvendo cerca de 100 pessoas.

A ação consistiu em criar um “tempo suspenso” através da desaceleração do caminhar dos participantes durante a travessia de uma faixa de pedestres, que durou cerca de 60 segundos.

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Confira o video abaixo.

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Entre os conceitos presentes na ação estão a filosofia “slow life” – que prega a desaceleração como proposição política – e as “zonas autônomas temporárias“, as famosas “TAZ“.

“Flash Mobs são aglomerações instantâneas de pessoas em um local público, que realizam determinada ação inusitada previamente combinada, e em seguida se dispersam tão rapidamente quanto se reuniram.”

wanna mob?

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Ficha Técnica [mob 01]


Concepção: Patrick Sampaio.

Direção Geral: Patrick Sampaio e Lisa Fávero.

Direção de Produção: Lisa Fávero.

Audiovisual: Mariana Kaufman.

Câmeras: Andre Mantelli, Bruno Mello, Domingos Guimaraens, Felipe Nahon, Ives Rosenfeld, Jo Serfaty, Mariana Kaufman, Rita Albano, Rodrigo Costa Monteiro.

Trilha Sonora: Átila Calache.

Colaboradores: Átila Calache, Cynthia Reis, Eduardo Cravo, Gabriela Serfaty, Isabel Wilker, Janaína Moura, Jarbas Albuquerque, Kamilla Dornelas, Luli Carvalho, Lívia de Bueno, Mariana Nunes, Miguel Thire, Monique Vaillé, Raquel Alvarenga e Suzana Nascimento.

Mobers: Afonso Henrique Soares, Adrian Hagemeyer, Adriana Seiffert, Alexandre Mendonça, Alexandre Silva, Alonso Zerbinato, Amanda Wanis, Amina Demicheli Muniz, Ana Hupe, Aretusa Novais, Átila Calache, Bastien Vilart, Bernardo Ferracioli, Brisa Calleri, Bruna Pinna, Bruno Fagoti, Cacá Herrera, Camila Barbosa, Carol Garcia, Carol Valansi, Cecilia Valle, Clara Medeiros, Clarice Sollberg, Cyhnthia Reis, Daniel Bouzas, Daniel Vieira, Danielle Antunes, Débora Montalvão, Diana Behrens, Eduardo Cravo, Everton Ávila de Lima, Felipe Bond, Gabriel Primo, Gabriela Serfaty, Helena Cooper, Iara Moraes, Ingrid Lopes, Isabel Wilker, Izadora Andrade, Izadora Schettert, Janaína Moura, Jarbas Albuquerque, Jessica Weiss, Joana Lerner, João Rodrigo Ostrower, Jonathan Thayro, Julia Frederico, Julia Lund, Júlia Nodare, Juliana Turano, Kamilla Dornellas, Laís Fernandes, Laline Gonçalves, Leonardo Ferreira, Leonardo Freire, Linn Jardim, Lisa Fávero, Lívia de Bueno, Luana Carvalho, Ludmilla Marinho, Luiz Antonio Fortes, Luiza Debritz, Luiza Prado, Luli Carvalho, Manuel Antonio Pereira, Marcela Moura, Marcelo Lima, Maria Elisa Assy, Maria Mendes, Mariana Castilho, Mariana Nunes, Miguel Thirré, Milton Jonathan, Monique Vaillé, Nikaly Mariano, Otávio Zobaran, Patrick Sampaio, Paula Guimarães, Paulo Camacho, Pedro Coqueiro, Pedro Florim, Priscila Magalhães, Rafaela Arrigone, Rafaella Leme, Raoni Seixas, Raquel Alvarenga, Ray Cenna Rabello, Renata Sampaio, Rod Carvalho, Rosana Viegas, Suzana Nascimento, Tatiane Santoro, Teresa Duque Estrada, Thiago Pavão, Vanessa Reis.

Apoio: A Cena da Cidade e Mark Tur.

Realização: Brecha Coletivo.

*a música usada neste video chama-se “Jets”, e é do grupo ‘Blur’

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seis movimentos para dizer adeus
Novembro 2, 2009, 2:47 am
Arquivado em: [cri]ações

seis movimentos para dizer adeus.

experimento-filme

 

“memória é uma sala habitada”


As proposições cinematográficas de Paulo Camacho cada vez mais habitam o terreno do que poderíamos chamar de “obra aberta”. Em “Seis Movimentos para dizer Adeus“, Paulo continua esta trajetória propondo um processo que se dá a partir de um roteiro poroso, resignificável, que contém mais itens balizadores do que cenas propriamente ditas.

O filme aponta seu roteiro para as camadas presentes nos conceitos de “despedida” e “memória”, mas mantém abertas brechas de resignificação, convidando outras interpretações e estruturas relacionais internas a se manifestarem através do experimento.

A proposta se inspira, entre outras fontes, nos treinamentos praticados pelo brecha coletivo, em que a decupagem de tempo e espaço torna-se metodologia de interação improvisada entre as ações dos performadores.

A pré-exibição do experimento-filme acontecerá nesta quarta-feira, dia 4, as 21:30, no Odeon BR, dentro do Festival CURTA CINEMA, na sessão de filmes inéditos da CAVÍDEO.
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A duração é de apenas 8 minutos e a entrada é franca.
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reunião pré-mob: 5/11 | mob: 12/11
Outubro 29, 2009, 6:38 pm
Arquivado em: [cri]ações, flashmobing

brecha-3D

Com ação, local e data de realização já definidos, realizaremos uma reunião pré-mob no dia 5/11, uma quinta-feira, às 13:13, no bairro do Humaitá (Rio de Janeiro), para transmissão das instruções e coordenadas.

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A ação será realizada no dia 12/11, quinta-feira seguinte à reunião pré-mob, e registrada por 3 câmeras.

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Flashmobing é um projeto do brecha coletivo, e você está convidado a integrá-lo. Para receber o endereço da reunião pré-mob, escreva para <lisafavero@gmail.com>, confirmando sua participação.

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Para saber mais sobre flash mobs, clique nos links abaixo e acesse exemplos deste movimento que já ocorre no mundo todo:

Frozen Grand Central

The T-Mobile Dance


wannamob ?!

; )



novas organizações e cultura.
Outubro 9, 2009, 3:39 am
Arquivado em: text pills
NOVAS ORGANIZAÇÕES e CULTURA
Por Flavia Vivacqua
A Força não provem da capacidade física e sim de uma vontade indomável (…),
o Amor é a força mais sutil e humilde do mundo, a força mais poderosa!
Mahatma Gandhi
A liberdade, existe em momentos delicados e se localiza bem próximo da fronteira.
As escolhas, em diferentes escalas, são como uma onda acumulada.
Na indústria, vende-se mais porque é de plástico, ou é de plástico porque vende mais? Os consumidores são indivíduos não-organizados que tomam, em suas escolhas de compra, a escala da multidão. Nós, ainda que sob massificada tentativa de determinação de nossos desejos por parte da indústria e da publicidade; de nossa possível imaturidade diante da necessidade afetiva de pertencimento; ainda assim, temos o privilégio de fazer escolhas e tudo parece necessitar ser sacrificado pela atenção consciente.
Por serem diferentes dos espetáculos teatrais, do cinema e da música, as artes visuais e, dentro deste campo, as artes experimentais e as artes públicas, tornam-se, por suas qualidades relacionais, “ponta de lança” do sistema cultural, das diretrizes e ações públicas de desenvolvimento social. Também sob essa ótica, escolhas que estariam em uma escala do individuo, ou do grupo e seu micro-cotidiano, tornam-se escolhas coletivas, escolhas sociais.
Presenciamos a todo instante o perigo eminente da forma amornada, das propostas inseridas no sistema instituído sem posicionamentos críticos e tensionadores, na busca por estar em relação de manutenção de mão dupla com ele… Como reconhecer o ponto em que simplesmente reproduzimos o que não nos serve mais? Como pode ser uma relação fronteiriça de negociação diferenciada com as instâncias de poder? E como podem os que trabalham em posições de poder estabelecer tomadas de decisão, governança e empoderamento de forma diferenciada? Quais os valores e
princípios fundamentais? Quais as diretrizes e indicadores que nos guiam? Qual o
sentido que estamos construindo?
Nas práticas e negociação pessoal, o que vem atrás, recebe esse mesmo ponto, ou
padrão, que se torna dado de referência ou parâmetro pré-estabelecido. Faz-se
necessário perder a ingenuidade, ou qualquer tipo de mitificação e tabu nas
negociações, sobretudo nos acordos jurídicos e econômicos.
No entrelaçamento das práticas artísticas e culturais da sociedade, na lógica das
redes, pelas novas organizações e economia criativa, encontramos alguns exemplos
de práticas (cultura livre; democratização do conhecimento e livre circulação;
intervenções e ações diretas; happenings e arte relacional; manifestações públicas e
midiáticas; práticas pacifistas e desobediência civil não violenta; entre outros), que
pressionam transformações para outras tomadas de decisões das instâncias de poder,
ao imprimir novos valores e ética no trabalho e suas relações (como nas
manifestações frente as situações jurídicas e econômicas das atuais leis de isenção
fiscal, direito autoral e propriedade intelectual). Dessa forma, todas as escolhas no
âmbito do trabalho – desde a escala individual – serão sempre, para o sistema,
escolhas coletivas.
Vivemos em uma sociedade pautada nos processos de Troca e Partilha, buscando
aprender práticas de Compartilhar e Colaborar – detalhes do COMO – geradoras de
novo processo cultural para essa sociedade.
Já é possível perceber que se apropriar singularmente, ou grupalmente, dos meios de
produção e difusão, importante prática dos artistas e agrupamentos independentes,
dinamizados pelo uso das atuais tecnologias, não basta para o fortalecimento das
novas organizações em rede como possibilidade de reorganização social. Pois, ou são
efêmeras e pontuais, ou são facilmente absorvidas pelo sistema vigente, necessitado
de novidades geracionais para se manter. Desse modo, as dinâmicas coletivas que
imprimem novas éticas e valores; o ambiente compartilhado e estruturado de maneira
a gerar menos disperdício e ampliação das possibilidades de relações, como lentes
que nos amplificam a visão; e, principalmente, a continuidade dos processos, são
eixos fundantes na transição para uma sociedade colaborativa.
Porém, são justamente as novas organizações em rede, capazes de experimentar –
criando e praticando conceitos diferenciados como autogestão – compartilhar e
colaborar em escala macro (ex.: www.indymedia.org – 1999 e www.wikipedia.org – 2001) ou comunitária (ex.: http://gen.ecovillage.org – 1993), ou ainda coletiva (ex.: www.corocoletivo.org – 2003), que estabelecem novos meios produtivos, circuitos e conhecimento livre. O fundamental na construção cultural é que essas organizações são exemplos para novos procedimentos e valores nas tomadas de decisões, governança, empoderamento, comunicação e resoluções de conflitos, sendo propositivos em soluções e sobresaindo-se ao status quo claramente insuficiente e ineficiente hoje, porque destrutivo e com alto nível de desperdício.
Na organização comunitária, se o foco do investimento de energía produtiva (produtor + processo + produção) e das outras partes da econômia, for direcionada em sua maioria para o interior da rede colaborativa, de forma a nutri-la mais, do que o ponto de maior externalidade, a boa tendência é o fortalecimento e a possibilidade da comunidade estar em manutenção continuada e crescente de sua funcionalidade sistémica; o contrario, tende a gerar desperdício sistemico. Para tanto, se torna necessário atuar no cinturão da resistência e para além dele, saindo da zona de conforto e dos padrões estabelecidos sobre códigos e necessidades que já não nos pertencem, para que haja construção efetiva de outro modo de existir.
Nesse momento, o redesenho organizacional, economico e relacional, integrados… talvez seja o caminho politico-cultural mais necessario, de estratégia e tática possível, para uma comunidade em rede fundada na lógica da autogestão, do compartilhamento, da colaboração, da dinamização da economia local, do fortalecimento das novas estruturas organizacionais e de uma nova ecologia do sistema e da cultura.
Política? São as escolhas coletivas de cada um, que estabelecem acordos, fronteiras, modos de viver, de relacionar-se e de construir o conhecimento comum. É o desafio e responsabilidade de todos que escolhem viver em sociedade e, dessa forma, necessita ser encarada como construção cotidiana, inteligente, criativa, saudável e prazerosa, porque justa.

por Flavia Vivacqua

rede rizomática

A Força não provem da capacidade física e sim de uma vontade indomável (…), o Amor é a força mais sutil e humilde do mundo, a força mais poderosa!

Mahatma Gandhi

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A liberdade, existe em momentos delicados e se localiza bem próximo da fronteira. As escolhas, em diferentes escalas, são como uma onda acumulada. Na indústria, vende-se mais porque é de plástico, ou é de plástico porque vende mais?

Os consumidores são indivíduos não-organizados que tomam, em suas escolhas de compra, a escala da multidão. Nós, ainda que sob massificada tentativa de determinação de nossos desejos por parte da indústria e da publicidade; de nossa possível imaturidade diante da necessidade afetiva de pertencimento; ainda assim, temos o privilégio de fazer escolhas e tudo parece necessitar ser sacrificado pela atenção consciente.

Por serem diferentes dos espetáculos teatrais, do cinema e da música, as artes visuais e, dentro deste campo, as artes experimentais e as artes públicas, tornam-se, por suas qualidades relacionais, “ponta de lança” do sistema cultural, das diretrizes e ações públicas de desenvolvimento social. Também sob essa ótica, escolhas que estariam em uma escala do individuo, ou do grupo e seu micro-cotidiano, tornam-se escolhas coletivas, escolhas sociais.

Presenciamos a todo instante o perigo eminente da forma amornada, das propostas inseridas no sistema instituído sem posicionamentos críticos e tensionadores, na busca por estar em relação de manutenção de mão dupla com ele… Como reconhecer o ponto em que simplesmente reproduzimos o que não nos serve mais? Como pode ser uma relação fronteiriça de negociação diferenciada com as instâncias de poder? E como podem os que trabalham em posições de poder estabelecer tomadas de decisão, governança e empoderamento de forma diferenciada? Quais os valores e princípios fundamentais? Quais as diretrizes e indicadores que nos guiam? Qual o sentido que estamos construindo?

Nas práticas e negociação pessoal, o que vem atrás, recebe esse mesmo ponto, ou padrão, que se torna dado de referência ou parâmetro pré-estabelecido. Faz-se necessário perder a ingenuidade, ou qualquer tipo de mitificação e tabu nas negociações, sobretudo nos acordos jurídicos e econômicos.

No entrelaçamento das práticas artísticas e culturais da sociedade, na lógica das redes, pelas novas organizações e economia criativa, encontramos alguns exemplos de práticas (cultura livre; democratização do conhecimento e livre circulação; intervenções e ações diretas; happenings e arte relacional; manifestações públicas e midiáticas; práticas pacifistas e desobediência civil não violenta; entre outros), que pressionam transformações para outras tomadas de decisões das instâncias de poder, ao imprimir novos valores e ética no trabalho e suas relações (como nas manifestações frente as situações jurídicas e econômicas das atuais leis de isenção fiscal, direito autoral e propriedade intelectual). Dessa forma, todas as escolhas no âmbito do trabalho – desde a escala individual – serão sempre, para o sistema, escolhas coletivas.

Vivemos em uma sociedade pautada nos processos de Troca e Partilha, buscando aprender práticas de Compartilhar e Colaborar – detalhes do COMO – geradoras de novo processo cultural para essa sociedade.

Já é possível perceber que se apropriar singularmente, ou grupalmente, dos meios de produção e difusão, importante prática dos artistas e agrupamentos independentes, dinamizados pelo uso das atuais tecnologias, não basta para o fortalecimento das novas organizações em rede como possibilidade de reorganização social. Pois, ou são efêmeras e pontuais, ou são facilmente absorvidas pelo sistema vigente, necessitado de novidades geracionais para se manter. Desse modo, as dinâmicas coletivas que imprimem novas éticas e valores; o ambiente compartilhado e estruturado de maneira a gerar menos disperdício e ampliação das possibilidades de relações, como lentes que nos amplificam a visão; e, principalmente, a continuidade dos processos, são eixos fundantes na transição para uma sociedade colaborativa.

Porém, são justamente as novas organizações em rede, capazes de experimentar – criando e praticando conceitos diferenciados como autogestão –, compartilhar e colaborar em escala macro (ex.: www.indymedia.org – 1999 e www.wikipedia.org – 2001) ou comunitária (ex.: http://gen.ecovillage.org – 1993), ou ainda coletiva (ex.: www.corocoletivo.org – 2003), que estabelecem novos meios produtivos, circuitos e conhecimento livre. O fundamental na construção cultural é que essas organizações são exemplos para novos procedimentos e valores nas tomadas de decisões, governança, empoderamento, comunicação e resoluções de conflitos, sendo propositivos em soluções e sobresaindo-se ao status quo claramente insuficiente e ineficiente hoje, porque destrutivo e com alto nível de desperdício.

Na organização comunitária, se o foco do investimento de energía produtiva (produtor + processo + produção) e das outras partes da economia, for direcionada em sua maioria para o interior da rede colaborativa, de forma a nutri-la mais, do que o ponto de maior externalidade, a boa tendência é o fortalecimento e a possibilidade da comunidade estar em manutenção continuada e crescente de sua funcionalidade sistémica; o contrario, tende a gerar desperdício sistemico. Para tanto, se torna necessário atuar no cinturão da resistência e para além dele, saindo da zona de conforto e dos padrões estabelecidos sobre códigos e necessidades que já não nos pertencem, para que haja construção efetiva de outro modo de existir.

Nesse momento, o redesenho organizacional, economico e relacional, integrados, talvez seja o caminho politico-cultural mais necessário, de estratégia e tática possível, para uma comunidade em rede fundada na lógica da autogestão, do compartilhamento, da colaboração, da dinamização da economia local, do fortalecimento das novas estruturas organizacionais e de uma nova ecologia do sistema e da cultura.

Política? São as escolhas coletivas de cada um, que estabelecem acordos, fronteiras, modos de viver, de relacionar-se e de construir o conhecimento comum. É o desafio e responsabilidade de todos que escolhem viver em sociedade e, dessa forma, necessita ser encarada como construção cotidiana, inteligente, criativa, saudável e prazerosa, porque justa.

Flávia Vivacqua é artista, educadora, designer cultural e de sustentabilidade.

(texto compartilhado pela rede Coro Coletivo - http://br.groups.yahoo.com/group/corocoletivo)

*a imagem contida neste post não acompanha o texto original e é de autoria desconhecida.



textpills
Outubro 9, 2009, 2:49 am
Arquivado em: text pills
desintoxicantes; neoperspectivas; rizomáticas; corrosivas; sitêmicas

desintoxicantes; neoperspectivas; rizomáticas; corrosivas; sitêmicas; anárquicas; curativas; topográficas; estéticas; políticas; nômades; utópicas (...)

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A sessão text pills do brecha blog propõe-se a reunir imagens e textos relacionados às pesquisa e ações do coletivo. As tags incluem arte; contracultura; ação coletiva; cooperativismo; biopolítica; performance; tecnologia; audiovisual; espaço público e vigilância; direito autoral e reprodutibilidade; entre outras.

Boa viagem.

“If you want real information, you need to look out of the show. The priceless is always hidden out of the spots, but not so far. Do it yourself.”

O brecha coletivo apóia, estimula, e tenta praticar a respeito do conteúdo nesta plataforma, princípios expressos pelo CopyLeft: se utilizar e permitir utilização (incluindo cópia, distribuição, e exibição pública), sempre que com fins não comerciais, que se cite o autor e que se mantenha e cite este tipo de licença.

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"copyleft - a informação quer ser livre."

"copyleft - a informação quer ser livre."

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ilhas, [inter]ações na cidade.
Setembro 13, 2009, 6:52 am
Arquivado em: [cri]ações
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por André Mantelli

Segundo o Wikipédia, o que chamamos de paisagem seria o resultado da interação entre diversos “agentes”, entre eles as características climáticas, a vegetação e a vida animal, incluindo o homem. Talvez possamos dizer que é justamente neste último fator – a interação entre o homem e o espaço – que reside o que diferencia a paisagem da mera geografia, o meio como produção da cultura, o “entre” construído pela célula ou organismo social. Resgatar estas noções básicas de “paisagem” nos possibilita acessar relações potenciais menos contemplativas que as tradicionalmente associadas ao termo, um possível convite ao debate e à intervenção no processo de paisagismo ou paisageamento do espaço urbano, uma porta de entrada para novas noções do que pode vir a ser isso que chamamos de espaço público.

Ilha #1 pb

É pensando nestes potenciais de afetação e construção coletiva que o Brecha propõe a série “Ilhas”, mobs nômades, interações urbanas, zonas autônomas temporárias, avant-gard rendez-vous, ou seja lá como você queira subtitular a coisa.

A ação consiste em deslocar mobilizações festivas tradicionalmente abrigadas no espaço privado para o espaço público, de forma a propor novos usos, dinâmicas e presenças visuais para o sítio comunitário. Os deslocamentos co-laboram também com o combate à chamada cultura do medo, e evidencia o valor dos espaços públicos de convivência, que tendem a perder espaço para a brutal especulação imobiliária que vem transformando a rua, suas tensões e possibilidades em mero local de passagem.

Ilha #1 'dears'

A primeira “Ilha”, realizada no Parque Guinle em julho de 2009, no Rio de Janeiro, reuniu passantes e convidados em torno do casamento de Lisa Fávero e Patrick Sampaio, contextualizado num piquenique em que os trajes deveriam ser leves e conter uma peça de gala.

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A próxima “Ilha” acontecerá até o início de 2010, com direito aos festejados jogos de peteca e frisby, e você está convidado! Acompanhe aqui as novidades e compareça com quem desejar.

fotos:  André Mantelli



treinamento
Agosto 14, 2009, 6:08 pm
Arquivado em: treinamento
pesquisa 1 - pontos de vista.
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No Treinamento brecha coletivo reúne artistas colaboradores para prática regular baseada na técnica cênica  “viewpoints”, de Anne Bogart (SITIcompany, NY). Nestes encontros, além do aprofundamento sobre os elementos cartografados pela diretora norte-americana, o grupo problematiza a possibilidade de criação de outros “viewpoints”, o que originou a pesquisa continuada “Outros Pontos de Vista”, a qual o coletivo se dedica desde outubro de 2008.  A investigação inclui ainda o mapeamento de possíveis vias de acesso a poéticas de caráter cênico e o fomento de debates sobre o panorama artístico contemporâneo. As temáticas presentes hoje perpassam contraculturalismo, performance, artivismo, biopolitica,  neoismos, arte/espaço publico, e transdisciplinaridade.
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por camila carneiro

O “viewpoints” é uma técnica de improvisação em dança criada nos anos 70 pela coreógrafa Mary Overlie, e posteriormente desenvolvida no teatro por Anne Bogart.  É voltado à pesquisa do movimento e do gestual a partir do Tempo (velocidade, duração, repetição e respostas cinéticas – reação espontânea a estímulos externos), do Espaço (forma, arquitetura, topografia, relação espacial e comportamento gestual) e do Som (volume, tom, timbre, aceleração e silêncio), trabalhando de forma objetiva conceitos-chave como escuta, presença e disponibilidade.

architecture issue #2

O treinamento faz parte do projeto brecha laboratório, projeto de pesquisas residentes e aproximações criado em 2008 pelo brecha coletivo, que continua a construir sua estrutura sobre os princípios da investigação autônoma, da experimentação balizada e do intercâmbio. Principal ferramenta rizomática do coletivo, a iniciativa sintetiza as crenças de “estado de pesquisa” e de “coletivo aberto”,  funcionando como palataforma de aproximação e troca entre criadores de disciplinas e origens diversas. O projeto não tem fins lucrativos, sendo os valores captados pelas participações voltados à sustentabilidade e ampliação da iniciativa.

bamboo training

contato@brecha.com.br



cor-ações.
Agosto 13, 2009, 4:35 pm
Arquivado em: [cri]ações
Cor-ações

Cor-ações

Cor-ações é uma instalação foto-coreográfica que tem como leitmotiv o jogo de contrastes criado estre os aspectos grotesco e sublime da natureza da carne. Afeto e carnalidade se sobrepõem a textos de Paul Valery, Clarice Lispector, Patrick Sampaio, entre outros autores, compondo a paisagem poética em que os performers interagem em um vertiginoso action painting.

love fighting

O trabalho fotográfico do artista Otávio Avancini evoca a realidade pungente das exposições de carne em feiras populares, capturando a graça oculta de suas formas em surpreendentes harmonias cromáticas. Duas fotos ampliadas de aproximadamente 2×3m e uma tela em branco entre elas criam a arena em que interagem fotografia, artes plásticas e movimento, convidando o público a espreitar graça e beleza em formas esdrúxulas e relações espaciais inesperadas. A partir de princípios técnicos como o viewpoints, os corpos  improvisam balizados por um eixo de ações que culmina na chamada pintura de ação. O movimento perpassa a tinta e transborda sua efemeridade em registro pictórico na tela em branco. Os tons vermelhos sobre os corpos e figurinos – composto por faixas de gaze – expandem e multiplicam as dimensões de carnalidade evocadas, trazendo à cena uma rica profusão de associações imagéticas potenciais.

comic-them

ficha técnica

performers: Andrea Maciel Garcia e Patrick Sampaio.

instalação: Otávio Avancini.

supervisão coreográfica e trilha sonora: Daniela Visco.

música original: Patrick Sampaio e Rafael Rocha.

figurino: Julia Diehl.

fotos registro: Carol Chediak.

concepção: Andrea Maciel Garcia e Otávio Avancini.

realização: Andre Maciel Garcia, Otávio Avancini e Brecha Coletivo.

*imagens da apresentação no Sesc São João de Meriti.

my hero.



flashmobing
on twitter.

on twitter.

Recrutando seguidores para 1ª série de mobs no Rio de Janeiro.

Target: 200 followers.

Twit it!

http://twitter.com/brechacoletivo


  • Flash Mobs

Segundo o Wikipedia, Flash Mobs são aglomerações instantâneas de pessoas em um local público, para realizar determinada ação inusitada, previamente combinada, após o que as pessoas se dispersam tão rapidamente quanto se reuniram. A expressão geralmente se aplica a reuniões organizadas através de e-mails ou dos meios de comunicação social.

Um dos mais famosos flash mobs hoje é o Frozen Grand Central, do grupo ImprovEverywhere, realizado em Nova York na maior estação de trens do mundo. Nele, 200 pessoas não remuneradas para tal e reunidas através da internet pararam sincronizadamente nos exatos local e posição em que estavam no momento acordado, e assim ficaram por um minuto.

Do u wanna mob?

; )



os inocentes
Agosto 3, 2009, 11:30 am
Arquivado em: [cri]ações

Capa do Projeto

apresentação

Inspirados no romance “The Dreamers”, de Gilbert Adair, o Brecha Coletivo e seus convidados partem rumo à criação do espetáculo “Os Inocentes”, com direção de César Augusto, texto de Rodrigo Nogueira e supervisão de Fernando Eiras. O projeto, contemplado pelo Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz, tem como ponto de partida o livro que inspirou, em 2003, Bernardo Bertolucci a filmar “Os Sonhadores”, filme indicado ao Goya de melhor filme europeu.

sinopse

Sozinhos em Paris enquanto os pais estão em férias, Isabelle e seu irmão gêmeo – Theo – conhecem Matthew, um jovem estudante americano com quem compartilham uma enorme paixão por cinema, e a quem convidam para hospedar-se em seu apartamento. Estamos em maio do ano de 1968, e lá fora as ruas de Paris entram em ebulição. As manifestações pacíficas nascidas entre os estudantes e assíduos da Cinémathèque Française transmutam-se em violentos embates com a polícia, carros incendiados e coquetéis molotov. Isolados e alheios ao caos além paredes, os três criam suas próprias regras, vivem experiências com suas emoções e sexualidade, e se arriscam em jogos psicológicos cada vez mais perigosos.

ficha técnica

direção: césar augusto.

supervisão: fernando eiras.

dramaturgia: rodrigo nogueira.

elenco: lisa fávero, michel blois, patrick sampaio

cenários: domingos alcântara.

figurinos: marcelo olinto.

iluminação: tomás ribas.

trilha sonora: lucas marcier.

preparação corporal: mariana bernardes baltar.

audiovisual: mariana kaufman.

tradução para pesquisa: luiza sposito vilela

direção de produção: patrick sampaio.

apoio: reciclagem cantão

promoção: clear channel

realização: brecha coletivo.

previsão de estréia: março de 2010.



idol us
Agosto 3, 2009, 11:12 am
Arquivado em: [cri]ações
idol us - fávero.

idol us - fávero.

Quem você celebrizaria?” É a partir desta pergunta que nasce o projeto de estamparia “Idol Us”, do Brecha Coletivo, um questionamento ativo e bem humorado sobre o processo de produção dinâmica de ídolos e do quanto estes realmente correspondem e refletem a minha ou a sua identidade.

Praticamente, o projeto consiste em interferir nesta cadeia de produção através da criação de estampas que tenham como base fotografias de quem de fato representa de alguma forma quem “veste a camisa”, seja a nova celebridade um artista alternativo, um mendigo inspirado, ou seu porteiro. Em suma, o desejo é difundir alguém qualificado conscientemente por quem o consome.

Tendo como principais referências os artistas Jim Fitzpatrick (autor da famosa imagem monocromática de Che Guevara) e Andy Warhol (referência na criação de pinturas com base em fotos de rostos de celebridades, como Marilyn Monroe e Elizabeth Taylor) o projeto pesquisa uma estética que alcance unidade apesar dos vários rostos retratados, e tem na fácil aplicação da técnica de stencil uma de suas possíveis formas de reprodução.

O conceito trabalhado nas estampas se conclui ao se desdobrar em plataforma virtual, fazendo do sítio do coletivo e de seus parceiros um suporte em que é possível ler a bio da “celebridade” retratada.

Como teaser do projeto, que pretende se abrir à intervenção de quem com ele entre em contato, o coletivo pretende estampar os integrantes de seu grupo de criação, artistas colaboradores, e anônimos célebres, um total de 30 pessoas em tiragem total de camisas ainda não definida. As formas de interação do público para a democratização do processo de celebrização encontram-se em estudo.



a conferência dos pássaros
Agosto 3, 2009, 9:51 am
Arquivado em: [cri]ações

por Raul Aragao

por Raul Aragao

Fotos e video-teaser de a “A Conferência dos Pássaros”. Na performance, atores e músicos materializam um fragmento da obra “A Linguagem dos Pássaros”, de Farid Ud-din Attar, uma conferência em que os pássaros do mundo debatem o caos que os cerca, e na qual decidem partir em busca de um rei para guiá-los.

Em torno de uma mandala circular de Cajóns(instrumentos percussivos afro-peruanos), o que há é o desenvolvimento de uma invocação musical, que conta ainda com a presença de apitos artesanais, acordeon, flauta transversa, conduítes, entre outras sonoridades que, uma a uma, constróem e preenchem a malha sonora que sintetiza o idioma dos pássaros.

por André Mantelli

por André Mantelli

Performadores: Lan Lan, Julia Neves, Leonardo Miranda, Luana Carvalho, Luli Carvalho, Marcelo Lima, Mariana Bernardes Baltar, Patrick Sampaio, Pedro Coqueiro, e Pierre Baitelli. Luthier de Cajóns: Alejandro Gonzalez (AG Percusión). Audiovisual: Mariana Kaufman. Direção musical: Lan Lan. Assistência de produção: Lisa Fávero e Pedro Coqueiro. Direção de produção e Assistência de direção: Patrick Sampaio. Concepção e Direção geral: Daniela Visco. Realização: Daniela Visco e Brecha Coletivo.

por Raul Aragao

por Raul Aragao

Imagens captadas em 28 de março de 2009 em apresentação no Espaço Sesc, Rio de Janeiro, em ato de adesão à “Hora do Planeta / Earth Hour”, da WWF.

por Carol Chediak

por Carol Chediak

A performance não utiliza luz elétrica direta em sua iluminação, realizando-a à base de refletores recarregáveis e lanternas de minerador.

por Mariana Kaufman


sobre o coletivo.
Abril 29, 2009, 4:41 am
Arquivado em: o coletivo

Transpropriação da imagem de 'Escultura Subterrânea' de Doris Salcedo, Tate Modern Museum.

Desde Duchamp, os conceitos e significados contidos no termo “obra de arte” foram ampliados de forma significativa. Tinha início uma nova era, um tempo de criação de novos movimentos e de reinvenção das ações artísticas. Vimos nascer as performances, as intervenções urbanas, os flashmobs, e se esvaírem as fronteiras entre as noções de ‘arte’ e ‘não-arte’. Hoje, por toda parte podemos perceber manifestações desta tendência de hibridização, uma certa pulsão de convergência que, em ritmo crescente, recicla as formas através das quais o mundo se espelha.

É neste cenário que nasce o Brecha Coletivo. Em meio à ebulição desta reticência contemporânea e à necessidade de diálogo, troca e provocação. Diálogo de percepções e sensibilidades. Troca de experiências e perspectivas. Provocação de questionamentos, e logo, de humanidades. Sobre os escombros que caracterizam o atual estado dos pilares e cânones artísticos, a proposta é a de um lugar híbrido, de partilha de incertezas e “desfronteiras” entre as artes e entre as pessoas.  Não limitando seus campos de atuação ou seu corpo, a idéia é a de um coletivo aberto, um organismo rizomático que figure como plataforma de aproximações. O grupo reúne hoje criadores de diversos suportes – tais como teatro, performance, música, moda, design e fotografia – mantendo  a abertura para que novas aproximações se dêem, um laboratório de experimentação, e um conceito comum: a busca de brechas.

Alguns projetos_ o espetáculo teatral “Os Inocentes” (projeto contemplado em 2009 pelo Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz); a performance “A Conferência dos Pássaros”, com Daniela Visco e Lan Lan (Espaço SESC, em 2009, e riocenacontemporanea em 2006); a performance “Poesia Violada”, de Rodrigo Saboya, nas ruas do Rio de Janeiro, dentro da campanha cultural urbana da grife Cantão, em 2008; a performance instalação foto-coreográfica de Andréa Maciel Garcia “Cor-Ações” (apresentada em processo no Sesc São João de Meriti, em 2007); o projeto de estamparia “Idol Us”, ainda inédito, em que pesquisa a celebrização do homem comum; e o Brecha Laboratório, núcleo de pesquisas residentes, treinamento e trabalho em rede, que desde 2006 realiza investigações artísticas nas quais reúne membros e colaboradores do coletivo – atualmente em atividade nas sedes da Cia dos Atores e do grupo Amok.

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Brecha Coletivo.

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